A brisa fraca batia contra as cortinas, a luz do Sol da manhã já começava a entrar pela janela e iluminar o quarto aos poucos.
Sanji abriu os olhos devagar ao ouvir o despertador do celular tocar, o desligou e tentou se virar na cama, sentindo algo limitar seus movimentos. Os braços de Zoro envolviam sua cintura enquanto o mesmo tinha o rosto próximo de suas costas, o ronco alto invadia o quarto e sobreponhava o som dos carros em movimento nas ruas. Sanji deu um sorrisinho, por mais que o ronco do outro fosse alto, ele já tinha se acostumado e passado até a gostar, afinal, era sempre um dos primeiros barulhos que ouvia quando acordava e lhe indicava que tudo estava bem.
Tentou se desvencilhar do abraço, sentindo o moreno apertar mais os braços envolta de si.
– Marimo – chamou e direcionou uma das mãos até os cabelos verdes, iniciando uma leve carícia. – eu tenho que levantar. Oe, marimo.
Zoro soltou um murmúrio a abriu os olhos ainda sonolento, bocejou preguiçoso e encarou o loiro.
– Bom dia, cook. – sorriu pequeno, fazendo Sanji segurar uma risada pela cara de sono que ele estava.
– Bom dia – sorriu de volta, apoiando uma das mãos na cama e se sentando, ainda sentindo os braços do moreno envolta de sua cintura. – Me solte, eu preciso ir trabalhar, e você também.
– Eu ainda estou com sono – soltou outro bocejo, se aproximando do colo de Sanji e apoiando a cabeça em uma das coxas do cozinheiro, puxando mais o lençol rosa claro que cobria os corpos despidos de ambos.
– Você sempre está, e não pode chegar mais uma vez atrasado no trabalho – Sanji passou a mão pelos cabelos bagunçados e encarou a janela por um momento, antes de voltar seu olhar para Zoro outra vez.
– Mas das outras vezes foram porque eu me perdi, o caminho até lá é meio complicado. – murmurou em justificativa.
Sanji balançou a cabeça negativamente e sorriu de canto, o jeito que ele servia de despertador e de GPS para Zoro o fazia ter ainda mais certeza de que eles se completavam de uma maneira um tanto diferente. Mas amavam essa maneira.
– Hoje é sábado então tenho que chegar mais cedo, o Baratie provavelmente vai ficar cheio. – apoiou as duas mãos no colchão, se preparando para se levantar quando sentiu Zoro apertar mais os braços ao redor de sua cintura.
– Fica aqui, só mais um pouco – disse em tom manhoso e preguiçoso – só um pouquinho. – sua voz sendo levemente abafada pelo lençol.
Sanji suspirou.
– Eu ficaria, mas eu preciso mesmo levantar, e você sabe disso.
– E o que acha de uma rapidinha antes? – sugeriu com um sorriso sacana, deixando uma leve mordida na coxa de Sanji.
– Tsc, depois eu que sou o pervertido – o cozinheiro disse com deboche, vendo Zoro o encarar com um olhar malicioso – Não me olhe assim, é melhor eu ir me arrumar antes que eu acabe aceitando sua proposta. – retirou os braços morenos em torno de si e se levantou da cama.
Abriu o guarda-roupa e procurou pelo terno que tinha deixado arrumado para o dia de hoje, sentindo o olhar faminto de Zoro sobre seu corpo nu e o fazendo sorrir de canto.
– Dá 'pra parar de olhar 'pra minha bunda desse jeito?
O moreno sorriu grande e se virou de lado, apoiando a cabeça em uma das mãos.
– Você fica andando pelo quarto desse jeito, como quer que eu não olhe?
Sanji fez um biquinho e pegou o terno, fechando as portas do guarda-roupa. Sentiu um tapa ser desferido em sua bunda, o que fez suas bochechas ficarem vermelhas e seus olhos serem direcionados até Zoro, que o olhava lascivo.
– Marimo pervertido! – foi até a cama e puxou o lençol que cobria o outro, o enrolando em sua própria cintura e se preparando para sair do quarto.
– A vista estava ótima – o moreno disse em desagrado ao vê-lo cobrir o corpo – Nem uma sentada? – fez uma última tentativa.
– Se eu der uma sentada eu vou até o final, então não – uma expressão de descontentamento apareceu na face de Zoro. – A noite eu te recompenso – Sanji lançou um sorrisinho para ele e saiu do quarto, gritando do corredor – E é melhor você ir se arrumar também!
– Não vai me dar nem um beijo de bom dia? – gritou de volta.
– Escove os dentes primeiro!
O moreno se deitou de barriga para cima e colocou os braços atrás da cabeça, soltando um suspiro, logo seguido de um sorriso.
Essas manhãs preguiçosas que ele e o loiro tinham eram as melhores, podiam não durar muito mas essa era a graça das manhãs assim, saber que no dia seguinte ela iria se repetir e eles viveriam momentos assim outra vez.
Pequenos momentos que faziam o ato de acordar cedo valer a pena e que lhe traziam a total certeza de que havia escolhido a pessoa certa, tanto para essas manhãs quanto para o resto de sua vida.
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